domingo, 24 de março de 2013

Teto do FGTS na compra de unidades poderá aumentar


Governo pode elevar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o uso do fundo no SFH


Rio -  A equipe econômica do governo federal reabriu a discussão de elevar o teto atual para compra de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) de R$ 500 mil para R$ 750 mil. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari Junior, a medida vai melhorar e adequar a oferta e a demanda de imóveis no país.

“A proposta está sendo avaliada pelas autoridades e com o aumento do teto será possível ampliar o atendimento da demanda nas grandes metrópoles”, afirma Octavio.
Ele ressalta que o cenário para este ano é positivo para o crédito e, portanto, para todo o mercado imobiliário.
“Os bancos têm interesse em continuar elevando a oferta de crédito imobiliário, pois as carteiras habitacionais estão associadas à presença de bons clientes. As condições favoráveis à retomada do mercado imobiliário também se devem à queda das taxas de juros, que asseguram a redução de custos num setor que exige a mobilização de grandes capitais”, explica o presidente da Abecip.
Imóveis valorizados
O pedido de reavaliação do valor máximo foi feito pelas construtoras em dezembro do ano passado. A proposta foi vetada pelo Ministério da Fazenda, preocupado com o risco de a medida se transformar em fator de pressão de alta nos preços dos imóveis.
O diretor da construtora Efer, Carlos Eduardo Penna, não acredita, no entanto, na disparada dos valores e, sim, em uma maior possibilidade de o comprador comprar unidades mais valorizadas. “Será mais uma maneira de fomentar as vendas”, afirma Carlos Penna.
Para o diretor da Santa Cecília, Marcio Iorio, a alteração é válida, já que os imóveis estão muito valorizados. “Com o teto de R$ 750 mil, a taxa de juros do financiamento cairia mais ainda, facilitando a compra”, explica o diretor.
Veja como o comprador pode usar o saldo do fundo
O mutuário pode usar o fundo para o pagamento parcial ou total do valor do imóvel. Também pode pagar ainda parte do saldo devedor ou quitar toda a dívida, desde que tenha atendido às normas do SFH e do Fundo de Garantia;
No caso de usar o FGTS para pagamento da prestação, o valor debitado poderá ser de até 80% do valor total da parcela, dependendo do saldo existente;
Para a compra de imóvel com recursos do fundo, o limite do valor é de até R$ 500 mil. Tem que comprovar tempo mínimo de trabalho de três anos, consecutivos ou não, sob o regime do FGTS. O mutuário não pode ter comprado outra unidade usando o recurso há menos de três anos.

Fonte: O dia

sábado, 2 de março de 2013

Metro quadrado lançado em São Paulo chega a R$ 7.217



O metro quadrado dos lançamentos residenciais na cidade de São Paulo chegou aos R$ 7.217 no mês de janeiro, de acordo com média ponderada realizada pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) sobre as 660 unidades colocadas em comercialização no período. Este valor supera o custo da área útil dos imóveis para moradia lançados durante todo o ano passado, avaliado em R$ 7.156.
O estudo também aponta que a habitação paulistana lançada em janeiro tem, em média, 68,89 metros quadrados e foi ofertada para os consumidores por R$ 453.922. Houve, porém, diferenças significativas no município: a unidade mais barata foi colocada à venda em um empreendimento no bairro do Campo Limpo por R$ 165 mil; a mais cara em um lançamento em Higienópolis por R$ 4,5 milhões.
Entre as tipologias, os imóveis de três dormitórios apresentaram os preços mais atraentes do mercado. O metro quadrado médio das 150 unidades desse tipo lançadas em seis empreendimentos é o mais baixo da cidade – R$ 5.262. E, nos R$ 397.949 pedidos pelas incorporadoras para a concretização da venda, esses residenciais são mais caros apenas do que os compactos de até um dormitório, com valor total médio de R$ 284.148.
No outro extremo, os lançamentos de quatro ou mais dormitórios foram os mais salgados do mercado em janeiro, tanto pelo custo da área útil quanto pelo valor total dos imóveis. Houve no mês apenas 16 novas unidades dessa tipologia na capital paulista, com, em média, 312,50 m² e ofertadas por R$ 3.293.214. Já o metro quadrado desses imóveis ficou em R$ 10.538,28.
As unidades de dois dormitórios somaram 254 unidades na planta e, mais uma vez, ocuparam a liderança no mercado paulistano. Em média, eles possuem 61,49 m² e foram colocados à venda com o metro quadrado estimado em R$ 7.535,78.
Os apartamentos de até um dormitório – categoria que inclui studios e lofts – também se destacaram no mês. Além de concentrarem 36% da quantidade ofertada em janeiro no município, com 240 imóveis, eles apresentaram o metro quadrado avaliado em R$ 7.279 – maior apenas do que o das unidades de três dormitórios. Esse custo, aliado à metragem média reduzida desses residenciais, em 39,78 m², é o que torna essas unidades tão atraentes para os consumidores.
Metrópole. Na região metropolitana, que inclui também os municípios vizinhos de São Paulo, os valores são mais modestos. O metro quadrado está avaliado em R$ 5.220, e o ticket médio dos produtos, com 57,99 m², não passa dos R$ 302.763. Em janeiro, 1.398 unidades foram lançadas total nesta área, 52,79% delas apenas nas cidades do entorno.
Os imóveis de dois dormitórios dominaram amplamente os lançamentos na Grande São Paulo, com 65% da quantidade ofertada. Eles também são os bens imobiliários com o metro quadrado mais barato entre todas as tipologias: R$ 4.419.
As unidades de três dormitórios, representando 16% da oferta, aparecem logo em seguida, com um metro quadrado custando R$ 4.840. Já a área útil média nos 248 compactos de até um dormitório ficou em R$ 7.106, menor apenas do que o valor pedido pelo metro quadrado das 46 unidades de quatro ou mais dormitórios, oferecidas a R$ 7.899.

Por: GUSTAVO COLTRI

Fonte: Estadão